Este correio foi me mandado de um dos sítios web onde tenho carregado meu CV para procurar trabalho... A Argentina na que vieram a trabalhar meus bisavôs está caindo abaixo rápido por demais. Que pena, apenas acabe de estudar fujo deste lixo e vou morar em um País, qualquer País de verdade.
UM SINAL muda de estado, na média, cada 30 segundos (30 segundos em vermelho e 30 segundos em verde). Portanto, a cada minuto, um mendigo tem 30 segundos de tempo útil para conseguir faturar um mínimo de $1.
Seguindo este esquema, em 1 hora de trabalho terá coletado: 60 minutos x $1/minuto = $60/hora. Se o mendigo trabalhasse 8 horas por dia, descansando nos domingos, daria uma média de 25 dias no mês, o que deixa um faturamento de: 25 dias/mês x 8 horas/dia x $60/hora = $12000/mês. Será que esta é uma conta absurda?
(Com certeza todos temos alguém conhecido que tem um salário de 12 mil por mês, sem ter estudos nem ser gerente ou diretivo, não é?...)
As pessoas que colaboram nem sempre dão só $1... As vezes dão $2 e tem visto dar aos mais generosos até $5. No entanto, vamos ser conservadores e assumir que na realidade o mendigo só arrecada a metade da conta inicial, ou seja: $30/hora. Fazendo as contas novamente teremos um valor final de $6.000/mês. Trabalhando 48 horas nominais pela semana, e ainda tendo que ir os domingos para resolver as bagunças de manutenção (não quero analisar no caso de mestres, docentes, enfermeiros, mas vocês podem fazê-lo).
Deste jeito, quando o mendigo recebe uma nota de $5, (que não é nada estranho...) pode descansar tranquilo embaixo de uma árvore pelas próximas 5 mudanças do sinal e sem nenhum chefe que controle ele por causa deste descanso em meio da jornada de trabalho. Mas até aqui é teoria...
Agora vamos ao mundo real: com estes dados na mão, fui entrevistar uma mulher que pede esmola e que sempre vai trocar as moedas em um bar. Perguntei para ela quanto faturava por dia. Sabem o que respondeu? Pois a conta inicial esteve bastante aproximada: uma média dentre $450 a $600 diários...!!!!!! Com isto, fica um ingresso mensal de: (25 dias/mês x $450/dia) de $11.250/mês ou de (25 dias/mês x $600/dia)= $15.000/mês. Que dá uma média de: $13.125/mês!!!!
E ainda pior, senhores... ela disse para mim que jamais trabalha nem perto de 8 horas diárias. Esforce-se sendo um bom mendigo... Pedir esmola é mais lucrativo do que trabalhar.
(É bem clara a última frase, certo?... e sem contar subsídios por planos vários, por participar de marchas políticas ou por fazer campanha para tal ou qual candidato.)
Tem que lembrar que quando o sinal está verde para um lado, é vermelho para o outro, e o mendigo vai esmolar na rua que atravessa. Isto dá 120 sinais vermelhos por hora. Mas tem que considerar que o pobre cara 'trabalha' a céu aberto, como a maioria dos operários da construção, os lixeiros - que além carregam pacotes e correm trás o camião - e muitos policiais, carteiros, garçons de entrega, auxiliares de escritório, etc., etc...
Obrigado por escutar um humilde trabalhador. Passe este email que não é piada, é justiça e está em você fazer que a pobreza acabe, não que seja multiplicada e que ainda a gente seja responsável.
Seja generoso... ajude uma criança com câncer, uma mãe que queira ter um filho, um ser humano para conseguir emprego. Ou no entanto... seja mendigo, posso assegurar que vai andar muito bem.
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domingo, 15 de mayo de 2011
martes, 3 de mayo de 2011
O trabalho de procurar trabalho
O domingo foi primeiro de maio, o dia internacional do trabalhador. Data escolhida originalmente pelo Congresso Operário Socialista da Segunda Internacional de Paris em 1889, como homenagem e reivindicação aos Mártires de Chicago... embora nos próprios EUA não adiram a esta celebração e tenham seu Labor Day na primeira segunda de setembro.
Faz mais ou menos um ano que estou sem emprego fixo nem estável, o tipo de emprego que aparece nas estatísticas nacionais. Ou seja, faz um ano que estou sobrevivendo com tarefas temporais mas que como podem me ocupar mais de 1 hora à semana, segundo o Censo 2010 não pertenço à porcentagem de desempregados...
Já cansei de perder o tempo em entrevistas de trabalho, feitas por recrutadores que não conhecem o valor da palavra e só aprenderam a repetir sem dar um pio a fórmula: "Vamos te ligar para avisar se você fica com a vaga ou não, porque a gente sabe que é importante." Uma mentira maior do que uma cratera lunar.
O trabalho de procurar trabalho é muito mais esgotador do que ter trabalho. Cansei de mendigar oportunidades mal pagas, com disponibilidades horárias eternas e longe demais do que eu tenho interesse ou gosto.
Cansei de ter que estudar de cor sempre a mesma prosa que é a única na qual os recrutadores são treinados para ouvirem e que magicamente abre a porta do emprego. Cansei de ter que automatizar minha espontaneidade para responder o que eles necessitam e não o que eu quero.
O trabalho de procurar trabalho é pior do que passar pelo interrogatório da mãe de teu namorado. O escrutínio dos detalhes do CV é mais falso que a recontagem de votos de uma eleição oficial. E então é lamentável que em muitos casos não fique outra opção que omitir ou exagerar para poder ter a mínima chance de aceder à entrevista... com o recrutador que vai perguntar inconsistências sem senso, só para "quebrar o gelo" antes do test (porque tem que dizê-lo em inglês que parece mais culto que dizer prova) psicológico o de que seja obrigada a desenhar uma pessoa sob a chuva com guarda-chuva.
Tenho escutado respostas tão absurdas como: você está sobre preparada para esta vaga. O quê? Será que eles estão procurando pessoas mais ignorantes ou manipuláveis? Outra típica resposta é: Você respondeu bem todo o questionário - que pode ter demorado 2 horas e meia - mas não dá com o perfil. Uma vez tive a ideia de perguntar a recrutadora que parecia apenas formada de segundo grau, qual é o perfil que procuram? E a resposta me deixou um grande ensino: nunca desafie a inteligência de um recrutador, nem tente expressar originalidade, porque como disse Ernesto Sábato: "Ser original é de certo jeito pôr de manifesto a mediocridade dos outros..."
O trabalho de procurar trabalho não conhece férias, feriados nem fins de semana. Não tem horário fixo, nem escritório permanente. Exige disponibilidade horária para as possíveis entrevistas desde uma segunda as 9 da manhã, até uma quinta às 20.30hs. Ninguém se importa se um tem compromissos prévios ou se estuda nesse horário. Exige disponibilidade de transporte em uns 50km à redonda desde San Isidro até Adrogué ou desde Quilmes até Ramos Mejía. Ninguém tem interesse se um dispõe de mobilidade ou deve fazer um gasto para viajar.
Do meu último emprego estável faz mais de um ano, consegui outro ensino importante: nunca deve ser mais honesto do que o próprio chefe... Já me mentiram, traíram e até acossaram. Cansei de escutar "ofertas de trabalho" em troca de fazer favores pessoais, resolver problemas privados ou esconder trapinhos sujos.
Neste trabalho de procurar trabalho a maioria das vezes sinto me acanhada por ser muito honesta, inteligente ou procurar meu progresso sem a menor intenção de pisar a cabeça de ninguém, parecesse que sou uma extraterrestre por decidir me comportar com decência, lealdade ou transparência.
Acredito que é difícil demais que alguém possa conseguir algum progresso valioso, sem a intenção de melhorar como pessoa dentro de valores que incluam o progresso dos outros. É dizer, para mim ora progredimos todos, ora não progride ninguém.
Acredito também que aumentar meus conhecimentos e habilidades sempre é uma forma de progresso, para mim a vida é uma aula de aprendizagem onde todas as experiências são ensinos que servem para melhorar e, portanto, para progredir.
Eu não estou convencida que o mais importante de um emprego seja conseguir prosperidade, para mim o dinheiro é só agradável quando vem como prêmio ao esforço ou talento, mas não é o principal nem único objetivo na busca de trabalho. Existem outras retribuições que não podem se guardar na carteira, como por exemplo o tempo. Não existe nenhuma quantidade de dinheiro, não existe nenhum salário que possa me comprar um par de horas.
Atualmente como não consigo um trabalho estável, minha prioridade é continuar estudando na faculdade o Curso Superior de Tradução em Português. Por isso minha busca de trabalho se reduz consideravelmente se procuro um emprego de meio período. Embora explique e super explique para os robotizados recrutadores que não me importa se o salário é menor, parecesse que eu falo sânscrito ou alguma língua morta. É Tão difícil entender que o tempo perdido não se recupera pagando, enquanto todos sabemos que o dinheiro vai e volta??
Gosto de escrever, espero que aqueles que mantiveram a leitura até este ponto tenham percebido, e teria muito interesse excessivo em um emprego estável onde pudesse aproveitar esta habilidade (ou como diz a moda atual: skill), tenho estudos superiores em redação e agora estou complementando-os com conhecimentos de gramática e ortografia da língua espanhola, além de ser bilíngue em português e ter conhecimentos avançados de inglês.
Não tenho interesse em acumular riquezas, nem na prosperidade que é só vão e temporal, porque não só quero dinheiro, nem me encher os bolsos de coisas que não vão me oferecer consolo caso seja traída ou necessite defender minha dignidade.
Quero ser valorada pelas minhas obras e que minhas obras sejam respeitadas, quero marcar uma diferença nos outros e não fazer uma diferença econômica para mim, quero dividir os talentos que Deus me deu e não tirar proveito deles.
Quero que meu trabalho enobreça minha vida e valore ao que vivem ao redor de mim.Sou especial e não tenho medo de ser eu mesma, e marcar minha diferença com o resto... tomara que pronto apareça alguém corajoso que divida minhas ideias de progresso comum, justiça e dignidade para me oferecer um emprego decente e permanente, estou disponível para trabalhar. Obrigada!
Por enquanto, seguirei procurando.
Faz mais ou menos um ano que estou sem emprego fixo nem estável, o tipo de emprego que aparece nas estatísticas nacionais. Ou seja, faz um ano que estou sobrevivendo com tarefas temporais mas que como podem me ocupar mais de 1 hora à semana, segundo o Censo 2010 não pertenço à porcentagem de desempregados...
Já cansei de perder o tempo em entrevistas de trabalho, feitas por recrutadores que não conhecem o valor da palavra e só aprenderam a repetir sem dar um pio a fórmula: "Vamos te ligar para avisar se você fica com a vaga ou não, porque a gente sabe que é importante." Uma mentira maior do que uma cratera lunar.
O trabalho de procurar trabalho é muito mais esgotador do que ter trabalho. Cansei de mendigar oportunidades mal pagas, com disponibilidades horárias eternas e longe demais do que eu tenho interesse ou gosto.
Cansei de ter que estudar de cor sempre a mesma prosa que é a única na qual os recrutadores são treinados para ouvirem e que magicamente abre a porta do emprego. Cansei de ter que automatizar minha espontaneidade para responder o que eles necessitam e não o que eu quero.
O trabalho de procurar trabalho é pior do que passar pelo interrogatório da mãe de teu namorado. O escrutínio dos detalhes do CV é mais falso que a recontagem de votos de uma eleição oficial. E então é lamentável que em muitos casos não fique outra opção que omitir ou exagerar para poder ter a mínima chance de aceder à entrevista... com o recrutador que vai perguntar inconsistências sem senso, só para "quebrar o gelo" antes do test (porque tem que dizê-lo em inglês que parece mais culto que dizer prova) psicológico o de que seja obrigada a desenhar uma pessoa sob a chuva com guarda-chuva.
Tenho escutado respostas tão absurdas como: você está sobre preparada para esta vaga. O quê? Será que eles estão procurando pessoas mais ignorantes ou manipuláveis? Outra típica resposta é: Você respondeu bem todo o questionário - que pode ter demorado 2 horas e meia - mas não dá com o perfil. Uma vez tive a ideia de perguntar a recrutadora que parecia apenas formada de segundo grau, qual é o perfil que procuram? E a resposta me deixou um grande ensino: nunca desafie a inteligência de um recrutador, nem tente expressar originalidade, porque como disse Ernesto Sábato: "Ser original é de certo jeito pôr de manifesto a mediocridade dos outros..."
O trabalho de procurar trabalho não conhece férias, feriados nem fins de semana. Não tem horário fixo, nem escritório permanente. Exige disponibilidade horária para as possíveis entrevistas desde uma segunda as 9 da manhã, até uma quinta às 20.30hs. Ninguém se importa se um tem compromissos prévios ou se estuda nesse horário. Exige disponibilidade de transporte em uns 50km à redonda desde San Isidro até Adrogué ou desde Quilmes até Ramos Mejía. Ninguém tem interesse se um dispõe de mobilidade ou deve fazer um gasto para viajar.
Do meu último emprego estável faz mais de um ano, consegui outro ensino importante: nunca deve ser mais honesto do que o próprio chefe... Já me mentiram, traíram e até acossaram. Cansei de escutar "ofertas de trabalho" em troca de fazer favores pessoais, resolver problemas privados ou esconder trapinhos sujos.
Neste trabalho de procurar trabalho a maioria das vezes sinto me acanhada por ser muito honesta, inteligente ou procurar meu progresso sem a menor intenção de pisar a cabeça de ninguém, parecesse que sou uma extraterrestre por decidir me comportar com decência, lealdade ou transparência.
Acredito que é difícil demais que alguém possa conseguir algum progresso valioso, sem a intenção de melhorar como pessoa dentro de valores que incluam o progresso dos outros. É dizer, para mim ora progredimos todos, ora não progride ninguém.
Acredito também que aumentar meus conhecimentos e habilidades sempre é uma forma de progresso, para mim a vida é uma aula de aprendizagem onde todas as experiências são ensinos que servem para melhorar e, portanto, para progredir.
Eu não estou convencida que o mais importante de um emprego seja conseguir prosperidade, para mim o dinheiro é só agradável quando vem como prêmio ao esforço ou talento, mas não é o principal nem único objetivo na busca de trabalho. Existem outras retribuições que não podem se guardar na carteira, como por exemplo o tempo. Não existe nenhuma quantidade de dinheiro, não existe nenhum salário que possa me comprar um par de horas.
Atualmente como não consigo um trabalho estável, minha prioridade é continuar estudando na faculdade o Curso Superior de Tradução em Português. Por isso minha busca de trabalho se reduz consideravelmente se procuro um emprego de meio período. Embora explique e super explique para os robotizados recrutadores que não me importa se o salário é menor, parecesse que eu falo sânscrito ou alguma língua morta. É Tão difícil entender que o tempo perdido não se recupera pagando, enquanto todos sabemos que o dinheiro vai e volta??
Gosto de escrever, espero que aqueles que mantiveram a leitura até este ponto tenham percebido, e teria muito interesse excessivo em um emprego estável onde pudesse aproveitar esta habilidade (ou como diz a moda atual: skill), tenho estudos superiores em redação e agora estou complementando-os com conhecimentos de gramática e ortografia da língua espanhola, além de ser bilíngue em português e ter conhecimentos avançados de inglês.
Não tenho interesse em acumular riquezas, nem na prosperidade que é só vão e temporal, porque não só quero dinheiro, nem me encher os bolsos de coisas que não vão me oferecer consolo caso seja traída ou necessite defender minha dignidade.
Quero ser valorada pelas minhas obras e que minhas obras sejam respeitadas, quero marcar uma diferença nos outros e não fazer uma diferença econômica para mim, quero dividir os talentos que Deus me deu e não tirar proveito deles.
Quero que meu trabalho enobreça minha vida e valore ao que vivem ao redor de mim.Sou especial e não tenho medo de ser eu mesma, e marcar minha diferença com o resto... tomara que pronto apareça alguém corajoso que divida minhas ideias de progresso comum, justiça e dignidade para me oferecer um emprego decente e permanente, estou disponível para trabalhar. Obrigada!
Por enquanto, seguirei procurando.
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